terça-feira, 19 de abril de 2016

Vender Mais - O que é SIM? Parte II

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O que é SIM? Parte II

O trabalho de campo 
Chama-se “trabalho de campo” à recolha directa de informações no mercado. 
O tipo de informação que se pode obter com este método é diversificada, variando, de acordo com o tipo de informação necessária, os respectivos métodos de recolha. As informações obtidas através do trabalho de campo, são recolhidas directamente aos inquiridos (clientes, consumidores finais, etc. ) e podem ser de vários tipos: 


Comportamentos passados Este tipo de dados são importantes e frequentemente utilizados na predição de comportamentos futuros (Teoria das Probabilidades). Atitudes A recolha e análise deste tipo de dados, permite descobrir relações entre os comportamentos e as atitudes dos indivíduos. 
Este tipo de dados pode ser dividido em três componentes: 


- cognitiva : aquilo em que o inquirido acredita; 
- afectiva : aquilo que inquiridos sente sobre determinado assunto; 
- comportamental : a atitude que na realidade o inquirido tem face a determinado assunto. 

Características dos inquiridos Descrevem os inquiridos, através de variáveis caracterizadoras do meio onde estão inseridos, numa perspectiva de inte resse relativamente ao conteúdo e objectivo da investigação. 
No que diz respeito aos métodos de recolha destes dados, encontramos, fundamentalmente, dois grupos - com interacção ou sem interacção 

Com interacção - Comunicação 
Este método, exige o relacionamento entre um ou vários sujeitos que se submetem à investigação e o entrevistador que o conduz. A recolha de informação, implica a elaboração prévia de questionários, que serão efectuados aos inquiridos. As questões dos questionários podem ser efectuadas de forma verbal ou escrita. 
Existem várias classificações possíveis para a comunicação com interacção. 

A primeira centra-se a nível de estrutura, e do tipo de comunicação: 

Comunicação directa estruturada 
É a técnica utilizada com maior frequência na área da investigação de mercado em investigação quantitativa. Desenvolvida através de inquéritos (geralmente apoiados em questionários), requer respostas da parte de todos os inquiridos às mesmas questões, seguindo uma ordenação previamente determinada. Dadas as suas características, esta técnica implica a preparação antecipada das questões necessárias para a elaboração da investigação, com a vantagem de permitir testar previamente o respectivo questionário. 


Outra vantagem, resulta do facto das questões poderem ser efectuadas via telefone, correio ou pessoalmente, consoante os objectivos da investigação. Este método não apresenta dificuldades de implementação e os dados são relativamente fáceis de ser processados, analisados e interpretados. As desvantagens são também o facto de existir uma total dependência do inquirido, que poderá fornecer dados correctos ou deturpados, facto que não é passível de ser controlado pelo investigador. 

Comunicação directa não estruturada Trata-se de métodos, onde se verifica grande margem de flexibilidade, no que diz respeito aos dados a recolher, pelo que são basicamente qualitativos . Os entrevistados são assim encorajados a expressar, livremente, as suas opiniões e sentimentos, sobre o assunto em investigação. Neste método de comunicação existem duas técnicas a ser utilizadas: - as entrevistas de grupo que podem ser definidas como uma entrevista na qual interagem uma figura central especializada, o moderador, e um pequeno conjunto de pessoas (6 a 12). Implica a existência de um guião, bem como o recurso a meios audiovisuais, para gravação e posterior análise pericial. 


O número de grupos a utilizar numa investigação, varia de acordo com o respectivo projecto, estando em muitos casos associado aos diferentes tipos de inquiridos a contactar e ás zonas geográficas abrangidas pela investigação. 

Esta técnica que teve origem na psiquiatria, nomeadamente na terapia de grupo, tem como vantagem a descoberta de resultados não esperados, dada a grande flexibilidade das vertentes, a partir das quais se pode conduzir a entrevista. A outra técnica utilizada são as entrevistas em profundidade que podem ser definidas como uma entrevista pessoal, que investigam de uma forma exaustiva, numa única pessoa, sentimentos ou opiniões detalhadas sobre um determinado assunto, permitindo também avaliar os comportamentos e/ou as reacções pessoais do inquirido. 


Trata-se de uma técnica semelhante à da reunião de grupo, mas neste caso, apenas com um sujeito de cada vez. A presença estritamente indispensável, dum técnico especializado em entrevistas, de forma a obter resultados proveitosos, é uma das desvantagens deste método, uma vez que implica custos elevados. A morosidade do processo, é uma das desvantagens a referir, pelo facto de não existir limite de tempo preestabelecido, para a concretização da entrevista. 

Comunicação indirecta estruturada É pedido aos inquiridos que memorizem ou que elaborem um relatório sobre elementos factuais, que tenham relevância para o assunto que está a ser estudado. A técnica baseia-se em factos que o indivíduo recorda e que se relacionam com a sua postura perante o problema em investigação. É uma forma indirecta de medir o comportamento e atitude face a um determinado evento. 

Comunicação indirecta não estruturada 
Este método é normalmente denominado de Técnica de Projecção e utiliza meios que, indirectamente, investigam opiniões e sentimentos, pressupondo que os inquiridos têm consciência plena do que pensam e estão dispostos a partilhar as suas opiniões. As técnicas de projecção, estão concebidas para explorar “os porquês” do tipo de comportamento. 


Podem ser definidas como uma forma indirecta de questionário, onde é criado todo um ambiente propício, que encoraja o inquirido a relatar os seus sentimentos, através da abordagem de um tópico de interesse. 

Continua...

Parte I - Métodos de sistema de informação em marketing - Parte I

in. iapmei

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